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Leucemia: descubra os mitos e as verdades sobre a doença
Saúde

Leucemia: descubra os mitos e as verdades sobre a doença

A leucemia é um tipo de câncer que acomete a medula óssea, lugar onde são produzidas as células sanguíneas. Os glóbulos brancos (ou leucócitos) são as células atingidas. Com isso, se inicia a proliferação e produção de glóbulos brancos de forma desenfreada. É a partir desse aumento que a pessoa começa a sentir os sintomas. No começo, eles podem se manifestar por meio de:

  • Ínguas no pescoço, axila ou virilha;
  • Fadiga;
  • Manchas roxas ou pontinhos vermelhos na pele;
  • Febre alta.

Por ser uma enfermidade grave, todo cuidado é pouco na hora de se informar a respeito do assunto. Não dá para acreditar em tudo que você ouve e, para que você garanta uma fonte confiável, preparamos um material especial sobre os mitos e as verdades acerca da leucemia. Aqui, você vai ver:

  1. Quais são os principais tipos de leucemia;
  2. Alguns mitos e verdades sobre a doença;
  3. Dicas para prevenir o problema.

Conheça os tipos de leucemia mais comuns

Para entender melhor o que é a leucemia é preciso saber quais são as diversas maneiras de manifestação do problema. Estas são algumas das categorias em que ela se divide:

Leucemia linfocítica aguda

É o tipo mais comum em crianças mas também pode acometer adultos. A doença acontece quando as células-tronco responsáveis por gerar os elementos que compõem o sangue, sofrem alterações. Embora não seja uma doença hereditária, não se sabe a causa exata do problema.

Leucemia mielóide aguda

A leucemia mielóide aguda é um tipo de câncer que afeta as células do sangue e a medula óssea. A doença prejudica as células mielóides, que se desenvolvem formando alguns glóbulos brancos que agem contra infecções e fazem parte do sistema de defesa do organismo.

Leucemia linfocítica crônica

Surge em decorrência de uma lesão adquirida no material genético de um linfócito na medula óssea. A célula se prolifera sem controle e invade diferentes tipos de tecido e o sistema sanguíneo. Esse é o tipo de leucemia crônica mais comum que pode ser perigoso por não apresentar nenhum sintoma nos primeiros anos.

Leucemia mielóide crônica

Doença que afeta principalmente pessoas em idade adulta, a leucemia mielóide crônica pode não apresentar nenhum sintoma durante anos até que que as células da leucemia comecem a se espalhar mais rapidamente. Trata-se de uma anormalidade genética nos glóbulos brancos.

Os principais mitos e verdades sobre a leucemia

Fumar aumenta as suas chances de desenvolver a doença

Com certeza! Os males causados pelo tabagismo ao seu corpo são incontáveis. Mas algumas substâncias encontradas no cigarro podem aumentar as chances de cânceres hematológicos como a leucemia.

Se você está grávida, o problema vai além. Fumar na gravidez pode pôr a saúde do seu filho em risco, afinal, a prática influencia no o desenvolvimento dessa doença no bebê.


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Anemia pode causar leucemia

Nada disso! Elas são doenças bem diferentes. Na verdade, a anemia é um dos sintomas da leucemia, mas não um fator de risco para o desenvolvimento dela. O exame de sangue que indica a anemia aponta a baixa quantidade de glóbulos vermelhos.

No caso da leucemia, além disso, há uma alta quantidade e proliferação dos glóbulos brancos. Logo, mesmo em casos de anemia profunda ou duradoura, se subentende que não há  a possibilidade do desenvolvimento da leucemia por esse motivo. Entenda como a anemia atrapalha a vida emocional e o trabalho.

Só desenvolve a doença quem teve contato com produtos químicos

Nada a ver! A exposição a produtos químicos como agrotóxicos e pesticidas é, de fato, um fator de risco para desenvolvê-la. Mas não é só isso! Síndromes hereditárias, tabagismo e outras doenças genéticas podem predispor a pessoa a adquirir esse câncer hematológico

Ainda há muitos casos de origem desconhecida, por isso é recomendável que você faça exames rotineiramente.. Tudo em nome da sua saúde!

Má alimentação aumenta a predisposição para leucemia

Não necessariamente! Uma dieta pobre em nutrientes é responsável pelo desenvolvimento de tumores sólidos, como os de intestino, de abdômen e de mama. Mas, no caso da leucemia, não há estudos que relacionem a má alimentação com o desenvolvimento da doença.

De qualquer forma, manter uma alimentação saudável, com frutas, legumes e fibras contribui para o aumento das defesas do seu sistema imunológico, o que ajuda seu organismo a prevenir várias doenças.

Faça com que uma alimentação saudável vire rotina. Aproveite as nossas dicas de lanches deliciosos que vão deixar essa tarefa um poucos mais leve.

Leucemia não é uma doença hereditária

Realmente! Se algum membro da sua família tem a doença e você está preocupado com os riscos que a hereditariedade pode oferecer a você, saiba que não é bem assim. A leucemia, em si,  não parece ter essa característica, mas síndromes hereditárias com alterações genéticas como Síndrome de Down, neurofibromatose tipo 1, neutropenia congênita grave (síndrome de Kostmann), trissomia 8, entre outras, podem aumentar o risco de leucemia mielóide aguda.

Leucemia não tem cura

Mito. Em geral, a cura dessa doença é alcançada com um transplante de medula óssea, mas isso vai depender bastante do caso. As chances de cura também variam de acordo com o tipo de leucemia e o estágio em que a doença está desenvolvida.

A leucemia aguda, que acomete o organismo mais rapidamente, tem maiores possibilidades de cura do que a leucemia crônica, desenvolvida de forma lenta, o que acarreta um diagnóstico um pouco mais tardio.

Os tratamentos que têm como objetivo a cura podem ser feitos por meio de quimioterapia, radioterapia, transplante de medula e imunoterapia.

Informações adicionais

A leucemia pode ocorrer em qualquer idade (inclusive em crianças), mas se torna mais comum com o envelhecimento. Embora os homens corram um risco maior do que as mulheres – por fatores desconhecidos – ambos precisam estar atentos à sua saúde.

Caso você tenha se identificado com os sintomas citados ou tenha alguma dúvida sobre a doença, procure imediatamente um médico hematologista ou oncologista, especialistas no diagnóstico e tratamento da leucemia. Identificar a enfermidade em um estágio não avançado pode ser decisivo para a cura.

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