Quais sinais ajudam a identificar um comportamento suicida?

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O suicídio é um tema delicado e que precisa ser abordado com a máxima cautela para não machucar ainda mais alguém que está precisando de apoio. Pouco debatido, ele é considerado uma das causas de mortes mais comuns em todo o mundo. Aqui no Brasil, estima-se que aproximadamente 30 pessoas cometam esse ato diariamente. E para cada morte registrada, geralmente, são contabilizadas entre 10 a 20 tentativas.

Antes de o incidente realmente acontecer, as pessoas costumam apresentar uma série de comportamentos suicidas que podem revelar as suas reais intenções. Por isso, separamos 4 dicas preciosas para você identificar os principais traços e tentar mudar o rumo dessa história.

1. Preste atenção à forma como a pessoa tem se comportado

Antes alguém com desejo de viver, agora, uma pessoa que não tem energia suficiente para realizar as tarefas mais básicas do dia a dia. A tristeza profunda (que pode ser contínua ou não) e a sensação de inutilidade fazem com que uma pessoa depressiva ou com tendências suicidas veja na morte uma solução para os seus problemas. Fique atento se ela adquirir o hábito de remoer pensamentos negativos com frequência também.

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2. Reconheça as mudanças de humor repentinas

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Mudanças repentinas de humor podem ser indícios um comportamento suicida.

Todos sofrem de variações no humor, é algo natural. Numa manhã, podemos estar felizes por conta de uma promoção no trabalho e durante tarde do mesmo dia podemos ficar com raiva ou tristes por conta de uma injustiça sofrida ou uma notícia sobre um acidente, por exemplo.

Porém, quando falamos sobre pessoas que demonstram comportamentos suicidas, essas mudanças são extremas. Elas costumam sentir um enorme vazio de uma hora para outra. Desejos de vingança ou sensações ligadas à culpa ou à vergonha são muito comuns. Se sentir sozinho, mesmo próximo de várias outras pessoas, é uma realidade que só agrava o quadro de saúde.

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3. Não ignore as ameaças verbais e/ou físicas

O sofrimento é tão pesado que parece, de fato, que não há uma outra saída. Um comportamento suicida é caracterizado por alertas que podem ser transmitidos por meio de falas como: quero morrer, não aguento mais, não suporto mais tanta dor, entre outras. Muitas pessoas não dão importância para isso porque acham que se trata apenas de drama. Mas lembre-se do que dissemos um pouco acima: são muitas tentativas até o trágico desfecho. Apoie, ouça com atenção e ofereça um ombro amigo.

 

4. Identifique um possível abuso de álcool e drogas

Grande parte dos casos de suicídio estão associados ao uso de álcool e de substâncias ilícitas como as drogas injetáveis. Além de fazer mal para o organismo com consequências sérias para órgãos como o coração e o cérebro, essa dependência tende a se tornar decisiva na tomada de decisão que culmina na morte da pessoa.

O que NÃO FALAR para um depressivo

Entre os principais motivos que levam a pessoa ao suicídio são problemas emocionais, como a depressão. Quem nunca conheceu ou conversou com alguém nessa situação? Costumamos sempre desejar a melhoras a pessoa, mas algumas frases, mesmo que cheias de boas intenções, mais atrapalham do que ajudam.

O que não devemos falar para um depressivo? Acompanhe!

– “Isso é só uma fase”

De fato, quando a depressão é bem tratada, ela pode ser superada. É uma doença com curso de início, meio e fim, e possibilidade de reincidência. Mas a pessoa depressiva não consegue vislumbrar o final e foca apenas no presente, que é de intensa tristeza e sofrimento.

– “Foque no seu trabalho que você vai acabar esquecendo disso”

Vale repetir: a depressão é uma doença e não pode ser simplesmente esquecida, ela deve ser tratada com ajuda de especialistas. Quando o assunto é trabalho, estudo ou qualquer outra ocupação, a situação é delicada.
O paciente tem uma completa falta de foco, não sente vontade (ou não vê sentido) de sair da cama de manhã. É preciso compreensão por parte de chefes para que a pessoa não seja prejudicada durante seu tratamento.

– “Meu amigo toma este remédio e fica ótimo, tente também”

Tomar remédio por conta própria NUNCA é uma boa ideia. Para tratar a depressão, a medicação precisa ser estudada por um especialista. Somente o psiquiatra poderá indicar o melhor medicamento e as doses corretas para cada caso. Do contrário, os riscos são altos de intoxicação química, o que também pode levar à morte.

– “Tem gente em situação muito pior do que você no mundo”

Uma pessoa depressiva não consegue enxergar uma escala de dor ou competição para saber qual situação é pior. Todas parecem ruins para ela. Tentar fazê-la enxergar o outro lado da história não ajuda em nada. É preciso respeitar o momento da pessoa, com paciência e esperança.

– “Tente relaxar um pouco”

Não é só uma questão de cansaço, é uma doença que provoca alterações cerebrais e fisiológicas que independem de fatores externos ou de momentos. Uma pessoa com depressão pode relaxar agora e logo depois estar no mesmo quadro depressivo anterior – e é muito provável mesmo que isso aconteça. Ela também pode não ter ânimo para relaxar, o que faz parte da doença.

O que fazer?

Já que é delicado quando o assunto é saber como usar as palavras corretas, como apoiar com atitudes? Bom, estar perto é uma ajuda e tanto. Compreender a dor e ficar perto, mesmo que sem fazer nada, pode ser um excelente apoio. Você também pode oferecer um cafè à tarde, preparar uma refeição, tudo com a desculpa de estar por perto, sem que a pessoa sinta um peso.

Conhece alguém que esteja passando por essa fase tão delicada? Então além de se dispor a ajudar, chame-o para conhecer o trabalho do pessoal do Centro de Valorização da Vida ou ligue 141 para entrar em contato com os seus atendentes. O número 188 também oferece atendimento gratuito a qualquer hora do dia.

Temos certeza de que essa pequena ação pode gerar um grande e lindo resultado. Ame. Cuide. Proteja!

O que achou do conteúdo? Lembre-se de que a sua ajuda é fundamental para fazer a diferença na vida de outra pessoa. Para complementar a sua leitura e incentivar você a prestar o apoio necessário, criamos uma matéria superimportante que reúne os 7 sinais que podem identificar a ansiedade. Para acessar o blog post completo, basta clicar aqui.

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