Grupo de risco: 5 cuidados essenciais para evitar a Covid-19

O novo Coronavírus, causador da Covid-19, tem feito feito cada vez mais vítimas em todo o mundo. No Brasil, a doença avança por todas as regiões, provocando um alto índice de mortes. As vítimas fatais, em sua maioria, pertenciam ao grupo de risco.

Isso quer dizer que as pessoas desse grupo são mais vulneráveis e por isso precisam ter cuidado redobrado. Neste artigo que a Santo Remédio preparou, você vai saber quais são as principais dicas de prevenção.

São recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), adotadas no mundo inteiro. Confira!

Quais os perfis do grupo de risco

Antes de começar, a Santo Remédio reforça que a intenção desta matéria não é causar pânico, mas sim prestar um serviço de informação, para que você possa se defender com todas as suas armas da infecção pelo coronavírus. 

Tudo bem? Então vamos falar sobre o grupo de risco. 

Além da idade (pessoas acima de 60 anos), características relacionadas à doenças crônicas também entram para o quadro do grupo de risco. São os seguintes:

 

  • Insuficiência respiratória;

 

  • Doença cardíaca;
  • Hipertensão;
  • Histórico de acidente vascular cerebral;
  • Câncer. 

 

 

Pessoas com essas doenças formam a maioria das vítimas fatais pela Covid-19. A gravidade da doença provocada pelo novo coronavírus potencializa com a idade. 

Segundo um estudo publicado em março na revista médica britânica The Lancet, a doença é muito mais perigosa para pessoas acima de 60 anos. 

A taxa de mortalidade é de 6,4%, a qual dobra (13%,4) entre maiores de 80 anos, contra 0,32% em menores de 60 anos. Estas são informações colhidas em centenas de casos chineses, observados em fevereiro. 

Hospitalização

O mesmo trabalho de pesquisa também mostra a proporção de pacientes que necessitam de hospitalização acentuadamente com a idade. Observe:

 

  • 0,04% para faixa etária de 10 a 19 anos;

 

  • 4,3% para entre 40 e 49 anos;
  • 11,8% para entre 60 e 69 anos;

 

 

  • e 18,4% para maiores de 80 anos. 

Como mostra o estudo, pessoas que não pertencem ao grupo de risco não estão imunes à doença. Por mais baixa que seja a taxa de hospitalidade e morte, não justifica um relaxamento das medidas de prevenção.

Proporção de mortes

Um relatório recente sobre 10.000 mortes, o Instituto Superior de Saúde da Itália (ISS) identificou patologias comuns entre os falecidos. As mais frequentes são:

 

  • Hipertensão (73% dos casos);

 

  • Diabetes (31%);
  • Cardiopatia isquêmica, doença cardíaca grave (27%). 

 

 

Finalmente, conforme uma análise publicada em 24 de fevereiro por pesquisadores chineses na revista médica americana Jama, a doença é “benigna” em 80,9% dos casos; “grave”, em 13,8%; e “crítica”, em 4,7%.

É preciso levar a sério!

Por mais que as pessoas pertencentes ao grupo de risco, como a própria palavra diz, possuam mais vulnerabilidade à doença, as medidas de prevenção servem para todos. 

Isso porque um jovem saudável e sem histórico de doenças, mesmo que não apresente nenhum sintoma, pode ser um agente propagador do vírus. 

Portanto, o mais prudente e inteligente nesse momento de pandemia é preservar vidas, seguindo as orientações de saúde. 

Não deixe de conferir também:

– O que é pandemia e qual a relação do problema com o Coronavírus?

– Vacina contra o sarampo: quando e por que se prevenir?

1. Isolamento social: por que é importante seguir?

Como você já deve ter notado nos noticiários, o isolamento social está sendo uma medida em todo o mundo. Sua eficácia se comprova pela seguinte lógica.

Quando você sai de casa para ir ao supermercado ou qualquer outro lugar, você toca em objetos contaminados por vários tipos de doenças. Além disso, se aproxima de pessoas, cumprimenta com um aperto de mão ou troca dinheiro.

Em todas essas situações, você retorna para casa contaminado por vírus, fungos e bactérias. Mas existe uma grande diferença nesta pandemia, que é a seguinte:

O organismo humano possui proteção natural ou induzida contra a maioria das doenças virais conhecidas pela ciência. Já em relação ao novo coronavírus (Sar-CoV-2), ainda não existe uma vacina capaz de preveni-lo.

Por que se isolar? O isolamento social diminui, drasticamente, as chances de adoecimento pela Covid-19. Além disso, é importante evitar o contato com parentes que estejam circulando por aí. Eles podem trazer o vírus até você. 

2. Higienização das mãos previne infecções

Sabe aquela dica básica de higiene que aprendemos quando criança? Pois é, ela é uma medida eficaz contra fungos, bactérias e vírus, inclusive contra o novo coronavírus. 

A água e sabão, quando utilizados por mais de 20 segundos, esfregando as mãos, dedos, unhas e punhos, pode eliminar as chances de contrair a Covid-19. 

Mas, caso tenha dificuldade em encontrar água e sabão por perto, você pode usar o álcool em gel 70%. Ele possui o mesmo efeito da lavagem e também deve ser aplicado por mais de 20 segundos. 

Para reforçar a segurança, é indicado higienizar as mãos a cada 2 horas. 

3. Evitar aglomerações a qualquer custo

Todas as pessoas precisam evitar aglomerações, muito mais ainda quem pertence ao grupo de risco. Transportes públicos, lojas, supermercados e demais locais que costumam reunir pessoas podem ser a porta de entrada do coronavírus no corpo.

Por isso, em casos extremos, em que você precisa ir a esses lugares, permaneça sempre uma distância mínima de 2 metros de qualquer pessoa. 

Além disso, evite tocar olhos, boca e nariz. Explicaremos sobre esse risco um pouco mais adiante. 

4. Evitar ao máximo contatos 

Ainda que em isolamento social, é normal que nem todas as pessoas consigam se manter em casa por muito tempo. As idas aos supermercados para o abastecimento de casa são atitudes necessárias.

Em situações como essas, é fundamental manter o distanciamento social. Como já dissemos antes, a distância mínima de 2 metros é a recomendada. 

5. Não tocar olhos, boca e nariz

Por mais que você não saia de casa e que mantenha a higienização adequada das mãos, é importante lembrar que elas dificilmente se mantém 100% livres de agentes infecciosos. 

E não estamos falando apenas do novo coronavírus. Outras doenças virais e bacterianas também se propagam pelas mãos, como a gripe (influenza), conjuntivite, entre outras. 

E como a regra de ouro é ficar em casa, o melhor é evitar outros tipos de infecção para não correr o risco de precisar ir ao médico e lá se deparar com um possível infectado pelo coronavírus.

Então, já sabe. Evite tocar os olhos, nariz e boca, ok? 

Se você achou este contéudo importante, compartilhe com os seus amigos do mesmo grupo de risco. Quando mais pessoas tiveram informações de qualidade, menos riscos teremos de novas infecções. Não deixe de conferir outros assuntos relacionados. Leia também: Alimentos para imunidade: como aumentar a resistência durante o isolamento social?

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