Descubra quais são os primeiros sintomas da leucemia infantil

Apesar de ser considerada rara, a leucemia infantil apresenta milhares de novos casos todos os anos no Brasil, segundo o INCA. E como todo tipo de câncer, precisamos ficar atentos aos seus sinais.

Por isso, trouxemos neste conteúdo os 7 primeiros sintomas que podem indicar a presença de leucemia infantil. E além disso, exploraremos também sobre os tipos e tratamentos para a doença. Leia!

O que é leucemia?

A leucemia é uma doença maligna dos leucócitos (glóbulos brancos) e que, geralmente, tem origem sua origem desconhecida. A principal característica dessa doença é o acúmulo de células doentes na medula óssea, que substituem as células normais.

Para entender, a medula óssea é onde são produzidas as células sanguíneas e que ocupa a cavidade dos ossos. Nela, são encontradas as células que dão origem aos glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e às plaquetas.

A origem da leucemia se dá por uma célula sanguínea que não consegue amadurecer de forma correta e sofre uma mutação genética – o que resulta em uma célula cancerígena.

7 primeiros sintomas de leucemia infantil

1. Febre acima de 38º C

A febre em si pode estar envolvida com vários tipos de doenças. Porém, no caso de leucemia, os medicamentos comuns não respondem corretamente e não revertem o quadro febril da criança. Por isso, este pode ser um dos primeiros sinais de leucemia infantil.

2. Dor nos ossos ou articulações

As células da leucemia geralmente se agrupam em volta da articulação e também da superfície dos ossos. Por isso, uma criança com leucemia infantil pode se queixar constantemente de dores nestas regiões.

3. Manchas roxas ou pontinhos vermelhos na pele

Devido a hemorragia dos vasos sanguíneos que foram danificados, o corpo da criança pode apresentar uma grande quantidade de manchas vermelhas e hematomas espalhados pela pele.

4. Cansaço frequente sem razão aparente

A leucemia infantil pode levar a criança a se cansar rapidamente. Além disso, por conta do aumento das células leucêmicas, o fluxo sanguíneo fica mais lento nos pequenos vasos sanguíneos do cérebro, o que provoca a fadiga extrema e uma sensação de fraqueza.

5. Inflamação dos gânglios linfáticos

A inflamação dos gânglios linfáticos acontece quando há a presença de alguma infecção no local. Essas inflamações são conhecidas como “ínguas” e podem aparecer no pescoço, axilas ou virilha.

6. Perda de peso sem razão aparente

Um dos sinais que também pode surgir com a presença da leucemia infantil é a falta de apetite da criança, o que resulta em uma perda de peso considerável e aparente.

7. Palidez

Com a diminuição dos glóbulos vermelhos no corpo, a criança começa a ficar com uma aparência pálida, sem coloração.

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Tipos de leucemia

Existem basicamente dois tipos de leucemia, linfóide e mielóide, que podem ser classificadas em aguda e crônica. Entenda as principais diferenças agora:

Mieloide

Aguda – Seu desenvolvimento ocorre de uma forma bem rápida e pode afetar tanto adultos quanto crianças. Neste tipo, o tratamento pode ser feito através de quimioterapia ou transplante de medula óssea e tem cerca de 80% de chances de cura;

Crônica – Seu desenvolvimento é mais lento e ocorre principalmente nos adultos. Como é crônica, seu tratamento é feito com o uso de medicamento, durante toda a vida.

Linfóide

Aguda – Assim como a mielóide, este tipo de leucemia também se desenvolve rapidamente e pode atingir tanto adultos quanto crianças. As primeiras opções de tratamento são radioterapia e quimioterapia, mas caso não apresentem resultado, o transplante de medula óssea também pode ser utilizado;

Crônica – Desenvolve-se de forma lenta e afeta principalmente os idosos. Neste tipo de leucemia, nem sempre é necessário fazer tratamento.

Subtipos de leucemia

Leucemia linfocítica granular T ou NK: Este é um subtipo raro de leucemia, onde as células cancerígenas são granulares, grandes. Também têm características dos linfócitos T ou das células denominadas Natural Killer (NT). Seu desenvolvimento é lento mas um pequeno número pode ser mais agressivo e difícil de tratar;
Leucemia Agressiva de células NK: Este subtipo de leucemia agressiva pode ser causada pelo vírus Epstein-Barr e afeta adolescentes e jovens adultos. Seu tratamento é feito por meio de quimioterapia;
Leucemia de células T do adulto: É causada pelo vírus (HTLV-1), um retrovírus semelhante ao HIV, sendo bastante grave. Seu tratamento é pouco eficaz, mas é feito com quimioterapia e transplante de medula óssea.
Leucemia de células pilosas: É um tipo de leucemia linfocítica crônica – que dura um longo tempo – e que afeta as células que parecem ter pelos. Ela afeta principalmente os homens, não sendo encontrada em crianças.

Leucemia infantil tem prevenção?

Na maioria das casos, os pacientes que desenvolvem leucemia não apresentam nenhum fator de risco que possa ser modificado. Desta forma, o aparecimento desta doença não poderia ser prevenido.

Por isso, a prevenção deveria ser em tentar diagnosticar a doença o quanto antes. Principalmente quando se trata de crianças, as quais os pais são os principais responsáveis por notar as mudanças em seu corpo.

Diagnóstico e tratamento de leucemia

Vistos os primeiros sinais – dentre os quais apresentamos neste texto – é preciso que o paciente consulte um médico e faça alguns exames de sangue para a comprovação (ou não) da presença da doença.

Por meio de um hemograma, é possível detectar possíveis alterações no número de leucócitos, associado ou não à diminuição das hemácias e plaquetas. Alguns exames que também podem auxiliar neste processo são: bioquímica, coagulação e mielograma.

Para cada tipo (e subtipo) de leucemia é recomendado um tratamento específico. Assim, pode ser feito, por exemplo, através de quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, transplante de medula ou poliquimioterapia.

A leucemia infantil tem cura?

A resposta é: sim! Porém, as chances são maiores somente quando a doença é detectada em sua fase inicial. Assim, também será possível iniciar os tratamentos cedo, destruindo as células cancerígenas com maior rapidez. Caso contrário, o paciente terá que passar por um longo período de tratamento.

O bom é que agora você já conhece os primeiros sintomas de leucemia infantil e sabe que – se diagnosticada precocemente e tratada – ela tem cura.

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