Combate ao Linfoma de Hodgkin: o que é, sintomas mais comuns e como tratar

Linfoma de Hodgkin: o que é, sintomas e como é feito o tratamento
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A saúde deve estar sempre em primeiro lugar, pois existem diversas doenças que podem prejudicar o seu bem-estar. Entre elas, está o linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que pode causar diversas consequências à sua qualidade de vida.

No entanto, poucas pessoas conhecem essa doença, e principalmente não sabem quais são os sintomas e se existe tratamento. Por isso, é fundamental conhecer sobre o assunto, assim é possível procurar as melhores formas para cuidar da saúde.

Compreendendo esse cenário, nós trouxemos principais informações que vão ajudar a identificar a doença. Continue a leitura!

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Mas afinal, o que linfoma de Hodgkin?

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que atinge o sistema linfático. Ele se forma como um tumor nos gânglios linfáticos, podendo prejudicar a estrutura que é responsável de produzir e distribuir as células do sistema imunológico que combatem infecções e outras doenças no organismo.

Esse câncer pode atingir pessoas de qualquer idade, porém, é bastante comum ser detectados em adultos jovens. Além disso, quando não é cuidado corretamente, a doença pode se espalhar facilmente pelo corpo, justamente por causa do contato com os vasos linfáticos.

Tipos de linfoma de Hodgkin

Existem diferentes tipos de linfoma de Hodgkin, que são classificados de acordo com as células que foram atingidas e o comportamento elas desenvolvem.

É fundamental que o médico conheça o tipo exato do câncer, pois facilita na hora de indicar o tratamento adequado. Confira:

Linfoma de Hodgkin clássico: é o mais diagnóstico pelos médicos, sendo o mais comum. Esse tipo consiste em células maiores e anormais nos nódulos linfáticos nos pacientes, que são mais conhecidas como células de Reed- Sternberg. Além disso, esse tipo pode ser dividido em subtipos, que são:

  • Linfoma de Hodgkin com depleção linfocitária;
  • Linfoma de Hodgkin de esclerose nodular;
  • Linfoma de linfócitos rico Hodgkin clássico;
  • Linfoma de Hodgkin celularidade misturada.

Linfoma de linfócitos-predominantes de Hodgkin: é o tipo menos comum encontrados nos pacientes, além de surgir em qualquer idade no indivíduo.

O linfoma de Hodgkin de predomínio Nodular Linfocitário envolve os gânglios linfáticos das axilas e pescoço, caracterizado pela composição de grandes células semelhante a uma pipoca.

Principais sintomas

A doença é um problema de saúde que deve receber bastante atenção dos pacientes, pois os seus sintomas podem ser facilmente confundidos com os sinais de outras doenças.

Além disso, em alguns casos, os portadores não apresentam os sintomas por bastante tempo. Os principais sinais do câncer incluem:

  • Inchaço dos gânglios linfáticos do pescoço, axilas ou da virilha;
  • Fadiga persistente;
  • Suor noturno;
  • Perda de apetite;
  • Febre e calafrios à noite;
  • Tosse e dor no peito;
  • Dificuldade para respirar;
  • Pele seca ou com coceira;
  • Perda de peso sem causa específica;
  • Aumento do fígado ou baço;
  • Sensibilidade aos efeitos do álcool.

Esses são os principais sinais que ajudam a identificar a doença. No entanto, alguns casos só apresentam um único sintoma, sendo o aparecimento de nódulos inchados e indolores no pescoço.

Causas

Ainda não há uma causa específica do linfoma de Hodgkin. Sabe-se que na maior parte dos casos, o câncer ocorre porque a célula linfócito B sofre uma mutação no seu DNA. Por esse motivo, acontece uma divisão das células rapidamente que continuam vivas no organismo. Ao contrário de uma célula normal, que morreria naturalmente nesse processo.

Dessa forma, o sistema linfático acaba acumulando células que estão com o DNA alterado e anormalmente grandes. Ou seja, o espaço que deveria ser ocupado por células saudáveis é substituído pelas células mutantes, provocando os principais sintomas.

Fatores de riscos

Existem diversos fatores que aumentam o risco de desenvolver a doença, por isso é importante estar atento para algumas situações. As principais são:

  • Idade: a doença é bastante comum em pessoas com idade entre 15 e 35 anos, além de ser diagnosticada em pessoas acima de 55 anos;
  • Histórico familiar: o câncer tem mais chance de surgir em pessoas que tiveram familiares, como irmã ou irmão, diagnosticado com linfoma Hodgkin;
  • Gênero: os homens estão mais propensos a desenvolver a doença;
  • Infecção pelo vírus Epstein-Barr: as pessoas que foram infectadas pelo vírus, como a mononucleose infecciosa, o risco é maior.

Diagnóstico

Os métodos oferecidos podem identificar a doença nos estágios iniciais. É possível fazer o diagnóstico por meio de uma série de exames, pois ajudam a detectar o tipo de câncer, além do tratamento mais adequado. Além disso, o diagnóstico precoce facilita na hora de começar a tratar a doença.

Os exames mais comuns solicitados pelos médicos são:

Exame físico é feito pelo próprio médico, no qual procura por sinais de inchaço dos gânglios linfáticos no pescoço, axilas e virilha.

Hemograma é capaz de identificar alguns sinais do câncer.

Biópsia é obrigatório para detectar o linfoma de Hodgkin, pois é o único exame capaz de mostrar as células Reed-Sternberg, que são características do tumor.
Exame de imagem ajuda a determinar o tamanho do tumor.

Tratamento

Existem diversas opções para tratar o câncer, mas como há diferentes tipo da doença, o tratamento pode variar de caso a caso. O principal objetivo do tratamento, é destruir as células mutantes que estão prejudicando a saúde do paciente e causando o linfoma Hodgkin.

Quimioterapia: essa opção de tratamento é a mais indicada para qualquer tipo de câncer. Ela consiste na utilização de substâncias químicas que eliminam as células que sofreram alteração.

Radioterapia: esse método utiliza altos raios de alta energia, que são semelhantes aos raios X. Esse procedimento contribui na destruição das células defeituosas. Geralmente, a radioterapia é sempre feita após a quimioterapia, mas nos casos de linfoma Hodgkin pode ser feito individualmente.

Transplante de medula óssea: esse método é indicado para pacientes que não respondem aos tratamentos anteriores. O procedimento consiste na remoção das células troncos do próprio paciente para serem congeladas.

Então, o paciente recebe altas doses de quimioterapia para eliminar as células cancerosas. Após isso, as células são recuperadas e injetadas no organismo novamente.

Cuidar da saúde é fundamental para garantir o bem-estar e melhorar a qualidade de vida. Por isso, é importante fazer exames que ajudam a identificar o linfoma Hodgkin para cuidar da melhor forma. Para ajudar nesse processo, nós criamos um conteúdo exclusivo sobre 7 alimentos indispensáveis para aumentar o colesterol bom

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