Mal de Parkinson: fique atento aos sinais da doença

Os sinais do envelhecimento podem fazer com que a doença de Parkinson, ou Mal de Parkinson como também é chamada, passe despercebida por muitos anos. Estes sinais sutis, que podem ser físicos e psicológicos, dificultam muito o diagnóstico e comprometem seriamente a qualidade de vida da pessoa afetada e das que estão no entorno.

Se este assunto gera muitas dúvidas, agora ficou fácil esclarecê-las. É só continuar a leitura do artigo que nós elaboramos para você. Confira!

*Atenção: este conteúdo é meramente informativo e não substitui a avaliação de um especialista.

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Entenda o Mal de Parkinson

A doença de Parkinson é neurológica e progressiva que atinge pessoas adultas com mais de 60 anos. Uma vez desenvolvida, não existe cura, apenas contenção do avanço. 

Mais comumente chamada de Mal de Parkinson, a condição é frequentemente confundida com os sinais comuns ao envelhecimento. Dificuldade para manter conversas, lentidão de raciocínio, inabilidade para encontrar as palavras certas

Ao notar sintomas como os citados, principalmente se eles forem frequentes e comecem a interferir na vida do dia a dia, o recomendado é buscar ajuda médica. Isso evita que o quadro progrida a um ponto irreversível. 

Sintomas

Os sintomas do Mal de Parkinson se dividem em três categorias: não-motores, motores e cognitivos. Saiba mais sobre eles:

Não-motores

São sintomas que devem ser notados antes que os motores surjam, para fins de diagnóstico precoce. Veja o que pode indicar o Mal de Parkinson:

  • pouco olfato – a redução na capacidade de identificar odores pode significar menos regeneração ou recuperação das células;
  • longo histórico de constipação;
  • transtorno do comportamento do sono – chutar, debater, agitar os braços e cair da cama podem ser indícios sérios;
  • histórico de ansiedade e depressão;
  • falar muito baixo – em estágios avançados, a fala é praticamente arrastada, voz rouca e pouca entonação;
  • mudanças de discurso;
  • dificuldade em encontrar palavras;
  • hipotensão postural – queda da pressão arterial ao se levantar, provocando tontura e sensação de desmaio, muito comum no início da doença;
  • cãibras nos pés;
  • mudanças na personalidade;
  • problemas de pele.

Motores

A doença é um distúrbio do movimento e reduz a dopamina no cérebro, essencial para controlar os movimentos musculares. Sem isso, não há controle para o resto do corpo, por isso os sintomas clássicos:

  • tremor pelo corpo – o mais reconhecível, que começa leve em um dedo, mão ou pé e perceptível apenas para a pessoa. Quando o tremor aumenta, se torna perceptível, quando em repouso, para os outros;
  • rigidez muscular;
  • movimentos lentos (bradicinesia);
  • mau equilíbrio ou postura que afetam o ato de caminhar.

É possível que apenas uma parte dos sintomas motores se manifestem. Eles podem começar primeiro em um lado do corpo e progredir para o outro à medida que a doença avança. Outros sintomas motores podem ser:

  • inabilidade dos movimentos automáticos, como sorrir ou piscar;
  • falta de expressão facial – o fenômeno é chamado de mascaramento, dificuldade do movimento e controle de pequenos músculos no rosto. Os pacientes passam a ter uma expressão muito séria no rosto, mesmo se sentindo animados;
  • andar arrastando;
  • dificuldade para levantar uma vez sentado;
  • dificuldade para comer ou engolir;
  • postura curvada;
  • braço rígido ao andar;
  • mudança repentina na caligrafia (micrografia) – a pessoa começa a escrever com sua letra normal e vai diminuindo o tamanho das palavras;
  • dificuldade em se mover ou virar na cama; dentre outros.

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Cognitivos

Já os cognitivos afetam o pensamento, como problemas de memória, falta de foco e dificuldade para resolver problemas. São indícios sutis e nem tão óbvios, mas que vão pouco a pouco evoluindo – ficando perceptíveis apenas quando a doença chega nos últimos estágios.

Funções executivas: são um conjunto de ações que envolvem problemas para fazer planos e/ou atingir metas e também antecipar as consequências de suas ações.

Pensamento lento: tarefas diárias típicas passam a ser desafiadoras, seguir instruções e dificuldades para acessar palavras específicas.

Memória prejudicada: lembrar, guardar e acessar informações passa a ser cada vez mais complicado. 

Pouco foco: prestar atenção se torna uma luta nas coisas simples e também em cenários mais complexos, como entender uma conversa com várias pessoas ao mesmo tempo.

Relações espaciais prejudicada: simplesmente saber onde está em relação ao resto. Este é um sintoma cognitivo que afeta a capacidade de operar veículos. 

Diagnóstico e tratamento para o Mal de Parkinson

A primeira coisa é ficar atento aos sinais. Quanto mais cedo eles forem notados, mais eficaz será a intervenção para retardar o progresso da doença. O profissional indicado para o diagnóstico e tratamento é o neurologista.

Medicamentos e fisioterapia, sempre acompanhados de avaliação médica regular, geralmente são o caminho escolhido para o tratamento.

Ainda não há cura conhecida para o Mal de Parkinson, então as intervenções devem ser contínuas pelo resto da vida para um dia a dia com mais qualidade.

Uma alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e uma boa rotina de sono são boas estratégias para a prevenção de muitas doenças e auxiliam no tratamento. 

Este conteúdo foi útil para você? Com o nosso artigo você viu que o Mal de Parkinson é uma doença neurológica degenerativa nos idosos, mas que pode ter o avanço contido se os sintomas forem observados precocemente. Viu também os sintomas mais comuns e como se dá o tratamento.

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