Psoríase tem cura? Confira 5 verdades sobre a doença de pele

Esta é uma doença que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo e infelizmente a maior parte delas nem reconhece a sua existência.

Desta forma, muitas dúvidas surgem quando falamos desta doença, como por exemplo: Psoríase tem cura? Por isso, a Santo Remédio traz neste texto, 5 verdades sobre este problema que pode afetar nossa pele. Veja!

1. Psoríase não é uma doença contagiosa

Apesar do afastamento social que os portadores de psoríase sentem por parte de algumas pessoas, esta doença não é contagiosa. O contato com outras pessoas através de beijos, abraços, toques ou compartilhamento de objetos não é capaz de transferir a psoríase.

A psoríase caracteriza-se pela inflamação da pele e é uma doença crônica e multigênica (de vários genes envolvidos). Seu aparecimento se dá, principalmente, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos, com lesões vermelhas e descamativas.

No Brasil, há mais de 2 milhões de pessoas que convivem com esta enfermidade, o que torna-a uma doença comum. Mas apesar de todos estes casos, a desinformação acaba gerando um certo preconceito por parte de alguns. Mas se ela não é transmitida, como é causada então? Calma, responderemos isso mais a frente.

2. Existem vários tipos de psoríase

Isso é verdade. E o que determina o tipo, é o local onde as lesões aparecem e suas características. Entenda:

Psoríase vulgar

Este tipo se caracteriza por meio das lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas, aderentes, prateadas ou acinzentadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos.

Psoríase invertida 

Apresenta lesões mais úmidas, localizadas em áreas de dobras como couro cabeludo, joelhos e cotovelos.

Psoríase gutata

São pequenas lesões localizadas, em forma de gotas, associadas a processos infecciosos. Geralmente, aparecem no tronco, braços e coxas (bem próximas aos ombros e quadril) e ocorrem com maior frequência em crianças e adultos jovens.

Psoríase eritrodérmica 

Neste caso, as lesões são generalizadas e aparece em 75% ou mais do corpo.

Psoríase ungueal

Surgem depressões puntiformes (aparência de ponto) ou manchas amareladas. Ocorrem principalmente nas unhas das mãos.

Psoríase artropática

É responsável por cerca de 8% dos casos e pode estar associada a comprometimento articular. Surge de repente com dor nas pontas dos dedos das mãos e dos pés ou nas grandes articulações como a do joelho.

Psoríase pustulosa 

Neste tipo ocorre o aparecimento de lesões com pus nos pés e nas mãos (forma localizada) ou espalhadas pelo corpo.

Psoríase palmo-plantar 

As lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés.

3. Afirmar que a psoríase tem cura é mentira

Como já dissemos anteriormente, a psoríase é uma doença crônica. E isso significa três coisas: 

  • Não tem cura;
  • Tem um tratamento de longo período;
  • A curto prazo, não põe a vida em risco.

Também não há como preveni-la. Porém, é possível controlar a reincidência por meio de tratamentos e cuidados. 

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4. Fatores psicológicos podem agravar o caso

Sim. Pessoas com alto nível de estresse costumam apresentar os sintomas da psoríase de uma forma mais intensa, por conta da baixa imunidade do organismo. 

Outros fatores que podem colaborar para o surgimento ou piora da psoríase são:

  • Histórico familiar: cerca de 30% a 40% dos portadores de psoríase já tinham outros casos da doença na família;
  • Obesidade: excesso de peso pode aumentar o risco de desenvolver um tipo de psoríase, a invertida, mais comum em indivíduos negros e soropositivos;
  • Tempo frio: é quando a pele fica mais ressecada; a psoríase tende a melhorar com a exposição solar;
  • Consumo de bebidas alcoólicas.
  • Tabagismo: o cigarro não só aumenta as chances de desenvolver a doença, como também agrava a situação de quem já tem.

5. O acompanhamento médico é essencial

Desconfie se alguém lhe disser que a psoríase tem cura. Somente um médico pode lhe indicar um tratamento para aliviar os sintomas da doença. E vale lembrar também que, para diminuir a quantidade de reincidência destes sintomas, o tratamento deverá ser feito por toda a vida.

O tratamento geralmente se divide em duas etapas: eliminação das lesões e manutenção da pele já sem lesões. Mesmo que você já tenha tratado as lesões e esteja fazendo somente a manutenção do local, é recomendado que continue visitando o dermatologista periodicamente para avaliação e ajuste do tratamento.

Casos leves e moderados (cerca de 80%) podem ser controlados por meio de medicação local, hidratação da pele e exposição ao sol. Mas isso quem vai indicar – como sempre enfatizamos – é o médico.

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A psoríase pode atingir pessoas de qualquer idade e diferentes tipos de pele, mas existem algumas que são mais delicadas e que precisamos dar uma maior atenção.

Por isso, escrevemos este outro conteúdo e recomendamos que você também leia: Proteção e saúde: veja 5 cuidados com a pele do idoso

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