Quais os mitos e verdades sobre a transmissão do vírus HIV?

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Mais de três décadas desde a epidemia de HIV no país já se passou e este assunto ainda é cercado de muitas dúvidas e de preconceito. A transmissão do vírus HIV precisa ser esclarecida, pois apenas a educação é capaz de fazer alguma diferença nos números, no tratamento e, principalmente, na prevenção.

Leia agora o artigo que elaboramos sobre o assunto e aprenda quais os mitos e verdades sobre a transmissão do vírus HIV.

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Mitos e verdades sobre a transmissão do vírus HIV

Antes de começar, é preciso entender sobre o quê exatamente estamos falando. O vírus em questão age no corpo diminuindo as defesas do organismo. Ele se multiplica principalmente nas células que são responsáveis por combater doenças, então a pessoa infectada enfraquece pouco a pouco. Quando não tratada, a pessoa desenvolve AIDS.

Agora vamos aos mitos e verdade e lembre-se: a educação e a prevenção são aliadas no combate à transmissão do vírus HIV.

  1. Dividir roupas e talheres facilita o contágio

Mito. A transmissão do vírus HIV acontece por relações sexuais em cerca de 90% dos casos, e também pelo compartilhamento de seringas contaminadas, transfusão sanguínea, parto e amamentação.

Então o uso compartilhado desses utensílios, vaso sanitário e até mesmo beijos não são capazes de infectar alguém.

  1. Posso me infectar com beijo na boca

É mito. A saliva não é capaz de transmitir o HIV, então os beijos não oferecem risco, desde que não haja feridas na boca ou outras fontes de sangramentos, mesmo que pequenos.

  1. No sexo oral não tem risco de contrair o vírus

Mito. Só não há risco para quem recebe, mas para quem faz o sexo oral o risco é real se não for feito com proteção. Mesmo o líquido lubrificante natural é capaz de transmitir o vírus.

  1. O uso de camisinha é a única forma de prevenção

Mito. Apesar de ser a forma mais importante, a camisinha não é a única. Veja outras maneiras de se prevenir:

  • ter um único parceiro sexual não infectado;
  • testar todas as mulheres grávidas para evitar a transmissão para o bebê;
  • usar o PEP ou PrEP;
  • testar os doadores de sangue.
  1. Testes podem ter resultado falso negativo

Verdade. Mesmo que a pessoa esteja infectada, o exame só vai conseguir revelar o vírus do HIV após um período de 22 dias, no que é chamado de janela sorológica, que antes era de até 3 meses.

Mas mesmo que você tenha tido relação sexual de risco, não precisa esperar tudo isso. Com a profilaxia a efetividade é de até 72h após a exposição. Quanto mais cedo começar o tratamento, mais chances de se tornar indetectável o quanto antes.

  1. Tatuagens, piercings e até manicure podem ser focos de transmissão

É possível que ocorra o contágio. No entanto, a chance é pequena, pois o vírus não consegue resistir em temperatura ambiente e fora das células sanguíneas e também por haver mais controle de esterilização dos materiais.

  1. AIDS e HIV são a mesma coisa

Mito. O HIV é o vírus da imunodeficiência humana ao passo que a AIDS é a síndrome da imunodeficiência humana. Quem tem o vírus não necessariamente desenvolve a doença – por isso a importância do diagnóstico o mais precoce possível. A AIDS ocorre quando o sistema imune já está afetado pelo vírus há muito tempo, o que pode demorar mais de 10 anos para acontecer.

  1. Dá para ter uma vida normal com o HIV

Verdade. A ciência tem avançado muito nos últimos anos para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Os medicamentos anti-retrovirais, por exemplo, têm cada vez menos efeitos colaterais.

 

Este conteúdo foi útil para você? A transmissão do vírus HIV ainda gera muitas dúvidas nas pessoas, que pelo desconhecimento, acabam propagando informações e conceitos errôneos sobre a doença. Você viu no artigo alguns mitos e verdade sobre o assunto e lembre-se: aposte na informação de fontes confiáveis e sempre use camisinha em todas as relações sexuais.

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